Jovens políticos e a vontade de mudar

O ativismo de sofá não combina em nada com Márcia Rebeca. A estudante de ciências sociais da Universidade Federal do Amazonas (UFAM) engrossa os indicadores de jovens que ainda acreditam na política e movidos pela desejo de mudança e pela vocação, ingressam na política formal. Filiada desde 2005 no Partido Socialista Brasileiro (PSB), ela se candidatou para vereadora pela primeira vez nas últimas eleições. Talvez pela idade, Márcia optou por uma campanha baseada na ousadia, participação e compromisso com a população.

“Acredito que a política precisa voltar a ser utilizada para fazer o bem à sociedade e isso acontece quando se tem um mandato aberto, a serviço das necessidades da população, com transparência e buscando fazer a máquina pública trabalhar a serviço do povo”, salienta. “A renovação é essencial para que tenhamos o fortalecimento da nossa democracia e da política. Ela passa pelas mãos dos jovens, mas não só por eles. Do jeito que a política está desacreditada, muitos jovens não se interessam ou buscam formas alternativas de ação, através de ONGs, por exemplo. E aí que entram os mais velhos. Acho que vai muito de ter bons exemplos.”

Márcia durante sua campanha

Márcia durante sua campanha

O cenário político nunca assustou Márcia e muito menos a afastou. Com 15 anos, ela iniciou sua trajetória política na Pastoral da Juventude, da Igreja Católica. A jovem de 28 anos sempre defendeu causas sociais. “O envolvimento [neste projeto da Igreja] era bem legal, mas eu sentia que era preciso mais, principalmente porque a Igreja não debatia o problema da desigualdade. Ela apenas tentava minimizar seus efeitos”, pontua Márcia.

Buscando aprofundar sua participação política, Márcia buscou um caminho comum aos jovens que mais tarde ingressam na política partidária. Durante a primeira graduação em química pelo Instituto Federal do Amazonas (IFAM), a estudante começou a participar das reuniões do Diretório Central dos Estudantes (DCE) em sua instiuição de ensino. Foi eleita para o DCE e foi vice-presidente da União Nacional dos Estudantes entre 2007 e 2009.

Como sempre teve muito contato com os jovens, Márcia quis focar seu projeto político, na campanha de 2012, em propostas que envolvessem cada vez mais a população. “A conduta de muitos que estão na política é de usá-la como meio para garantir benefícios pessoais, em detrimento do coletivo. Há políticos que aprovam leis que prejudicam a população, sem sequer dar ouvidos aos que o povo quer de fato”, destaca.

Márcia, inclusive, mantém um contato constante com estudantes. Há cinco anos, ela dá aulas de química. A estudante de ciências sociais afirma que muitas vezes conversa com seus alunos sobre participação juvenil nas escolas. No período pré-eleitoral, Márcia participou da criação e distribuição de uma cartilha sobre voto consciente. “Usávamos nas escolas, em período pré-eleitoral, como forma de conscientização do jovem no processo eleitoral”, relembra.

O que levam jovens como Márcia a ingresssarem na política partidária? Por que têm gente que ainda acredita na “política do bem”? Porque há pessoas vocacionadas, tanto para a política partidária quanto para a política alternativa. O importante é acreditar que vale a pena participar. Uma das principais coisas que aprendi com este blog, e tenho certeza que Márcia aprendeu fazendo campanha, é que há muitas outras pessoas que acreditam. Só precisamos fortalecer essa corrente.

“Os escândalos de corrupção estão recheando os telejornais, os jornais, a internet. Do outro lado observa-se que os bons feitos de políticos que fazem a política séria, do bem são deixados de lado ou recebem pouco destaque. Isso aumenta a descrença na política. A política hoje está longe de ser boa de verdade, mas muito pode e tem sido feito. É preciso manter a esperança de que podemos construir um amanhã melhor”, acredita Márcia.

Bons exemplos mostram que fazer a diferença não é um bicho de sete cabeças.

Algumas pessoas mais pessimistas gostam de falar que nada disso adianta, porque só entram para a política aqueles que querem poder e dinheiro. O que não adianta e não ajuda é manter essa postura. Se você não tá fazendo nada pelo bem, alguém deve estar fazendo pelo mal. Lembre disso!

 

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