Os números de 2012

Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2012 deste blog.

Aqui está um resumo:

600 pessoas chegaram ao topo do Monte Everest em 2012. Este blog tem cerca de 6.800 visualizações em 2012. Se cada pessoa que chegou ao topo do Monte Everest visitasse este blog, levaria 11 anos para ter este tanto de visitação.

Clique aqui para ver o relatório completo

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tempo de mudar…

“O domingo amanheceu chuvoso em São Paulo. Quando parou de chover, Lafaiete Coutinho (presidente do Banco do Brasil no governo Collor) foi andar no Parque Ibirapuera. Um rapaz de barba, que o presidente do BB supôs ser petista, passou ao seu lado de bicicleta e gritou: “O PC já foi e você também vai!”. Coutinho andou mais um pouco e encontrou um militante do PRN, collorido de longa data. Ele estava vestido de preto. Coutinho voltou para o apartamento. Otavio Frias Filho também foi ao Ibirapuera. Queria dar uma espiada na manifestação que tinha sido convocada para protestar contra o governo. Encontrou o colunista José Simão, da Folha, vestido de preto da cabeça aos pés. Sem qualquer organização, sem alto-falantes e sem faixas, milhares de pessoas vestidas como José Simão se encontraram no Parque. Subiram a avenida Brigadeiro Luís Antônio gritando palavras de ordem e se dispersaram na Avenida Paulista. Na orla da Zona Sul do Rio, uma mulidão semelhante andou do Leme até o Leblon. […] O ex-presidente José Sarney estava em Macapá, capital do Amapá, onde uma imensa faixa preta cobria a fachada da Prefeitura. Em frente, centenas de manifestantes com roupas negras. Sarney tomou um avião e desembarcou em São Luís, onde uma passeata marchava no centro da cidade. Em Brasília, uma carreata percorreu a Esplanada dos Ministérios. Nas antenas dos carros estavam amarrados pedaços de panos negros. Em todo o Brasil, o povo reagia à conclamação de Fernando Collor.” página 651, Notícias do Planalto, Mario Sergio Conti.

Lendo este trecho do livro fica claro que os tempos mudaram e as pessoas também. O Brasil em vários aspectos não é mais o mesmo. No entanto, o que mais impressiona é a falta de vontade política que temos hoje. Eu digo todos e me incluo neste grupo. Seria muita hipocrisia me deixar de fora. Eu me pergunto: por que as histórias de 92 arrepiam e hoje não conseguimos nem encher a Esplanada dos Ministérios de manifestantes? É mais fácil lotar a Esplanada numa sexta-feira a tarde em uma marcha da maconha do que prostestar no 7 de setembro.

O brasileiro hoje, sem dúvida alguma, está mais descrente e individualista. Pensamos no hoje e no nosso. Acredito que um dos motivos que mobilizou tanto no governo Collor foi o fato da população ainda estar muito abatida por conta dos anos da ditadura. Aí os estudantes eram mais politizados e pasmem, os políticos eram mais politizados. Ainda tem isso: hoje os parlamentares e políticos estão cumprindo anos para garantir a reeleição. No período Collor, a ditadura ainda era muito fresca na cabeça desses políticos.     Naquela época, a UNE, UBES e outros movimentos sociais eram bem mais ativos e agiam como oposição. Hoje a UNE é governo.

Acredito também que durante o governo Collor ainda existia uma grande parcela da população, os intelectuais, estudantes, jornalistas, que pensava que havia esperança pro país. Afinal, o PT nunca tinha sido eleito. Tinha um idealismo do petismo/lulismo forte no imaginário do brasileiro. As pessoas acreditavam que a corrupção estava ligada somente àquele governo. Nos anos seguintes, fomos percebendo que é rotineiro. Aí o povo se acomodou e passou a viver somente suas preocupações. As pessoas não acreditam que têm força para derrubar um presidente, por exemplo.

A culpa é de todos nós. É daquele que elegeu o Tiririca como forma de prosteto, daqueles que elegeram Maluf, daqueles que elegeram o Collor como senador, ou até mesmo daqueles que recebem o apoio do Maluf ou outros que não veem isso como problema. Somos todos culpados por acompanhar a política corrupta, cheia de interesses ocultos, compra de votos e continuar agindo passivamente. Eu sou culpada. Seria muito hipócrita de escrever este texto e não me colocar no meio. Este texto é uma auto-análise. É um pedido urgente de mudança. Porque eu não me envolvo o suficiente, não me engajo o suficiente.

A minha crítica também é para mim – especialmente. Criei este blog para falar de boas iniciativas políticas e hoje não consigo escrever mais. Não é só falta de tempo. É falta de admiração pelos políticos deste país. Falta motivação. Falta achar um jeito de enxergar tudo isso de uma forma melhor. Confesso que perdi isso depois que me mudei para Brasília. É muito difícil realmente conhecer um político. Há muito jogo.  Um exemplo que tenho dado recentemente é do deputado federal Reguffe. Ele é idolatrado por todos que acham que ele é um parlamentar modelo porque tem menos verba no gabinete, menos funcionários e tal. Ele foi um dos primeiros parlamentares a abrir mão do 14 e 15 salário. A mídia estava em cima desta cobertura. Por que ele não alardeou isso? Por que ele não reuniu força nas redes sociais para fazer pressão? Por que ele não organizou manifestações? Pois é. Até hoje o projeto tá parado.

Este tipo de análise me levou a diversos questionamentos sobre o Política do Bem. Como manter o blog em meio ao meu pessimismo, como manter o blog em meio a política? Antes de pensar em desistir, eu preciso reestruturar o blog, mexer nas propostas, transformar este espaço somente em algo que eu acredite.

Eu ainda estou passando por este processo, mas não quero perder meus leitores e nem todos aqueles que me acompanharam até aqui. Sei que este é um projeto pioneiro. Sei que tem solução. Por isso, aceito sugestões, ajudas, comentários. Não desanimem com este meu desabafo, por favor. Eu não desanimei.

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Literatura em tempos de nonsense

Há algumas semanas, o Instituto de Advocacia Racial e Ambiental (Iara) ajuizou uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo a revisão do livro Caçadas de Pedrinho, de Monteiro Lobato, da lista de material distribuído pelo Ministério da Educação às escolas públicas. A entidade alega que há conteúdo racista na obra. Ainda não houve um consenso sobre o tema, mas o MEC reafirma postura contra a censura. Para garantir a livre leitura nas escolas, o Iara quer que o MEC publique em todos os livros uma nota explicativa e capacite os professores.

Ora, então por que não colocar nota explicativa em todos os livros? De Monteiro Lobato a Shakespeare, além dos clássicos da literatura americana. Não precisamos nem avançar muito na história. Precisamos urgentemente de notas técnicas em Harry Potter e Crepúsculo. Afinal, todas essas obras podem apresentar algum elemento cabível de entendimento preconceituoso ou longe da realidade.

A polêmica dos livros de Monteiro Lobato é o maior nonsense dos últimos tempos. Então não existe ficção? Por definição do dicionário, ficção é: Ato ou efeito de fingir/ Simulação/ Criação da imaginação, invenção fabulosa.

Mesmo quando dizem que o intuito não é proibir a obra e sim colocar uma nota explicativa, isso fere a natureza da ficção e interfere no contexto do livro. A literatura é um exercício livre de criatividade. Não é preciso fazer essa intervenção para se saber que chamar uma pessoa de macaca está errado, que vampiros não existem, que Hogwarts é uma escola que só existe na ficção.

Não é possível que tenhamos agora que redefinir o que é ficção. Se eu não me engano, no mesmo livro há também uma boneca e uma espinga de milho falantes, né? Ah, por favor!  É preciso entender que a obra é de ficção. Além disso, precisamos levar em conta a época em que viveram Monteiro Lobato (o livro é de 1933), Machado de Assis, Jorge Amado, etc.

Monteiro Lobato tradicionalmente faz parte da iniciação infantojuvenil na literatura. É quase um ritual.

Se for assim, os livros de escola sobre história precisarão de notas também, afinal falam de escravos. O mundo viraria uma grande nota explicativa. E literatura não existiria.

Cabe aos professores tratarem o racismo, a homofobia, a cidadania, direitos humanos, sustentabilidade, etc, de forma transversal. O professor tem que ser capacitado para ensinar, entendendo o peso de sua atuação. Sabendo que é um figura importante na vida de seu aluno e servir como exemplo. Porém, não dá para fazer uma nota técnica para cada assunto que puder gerar discórdia.

Antes de tudo, esse papel de formar um cidadão cabe a educação dada pelos pais. A formação sem preconceitos começa em casa. A escola deve complementar, mas isso começa obrigatoriamente em CASA. A escola não pode ser a solução para pais omissos – pelo motivo que for.

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A fraude mascarada de ajuda

A região do semiárido brasileiro, que abrange o norte de Minas Gerais e nove estados do Nodeste, atravessa atualmente sua pior seca nos últimos 30 anos. Lá não chove forte desde o ano passado, segundo relatos dos moradores. A previsão é que a estiagem se estenda até 2016. Conhecendo o histórico da política brasileira (infelizmente), esse é ou não é o cenário perfeito para candidatos a prefeitos e vereadores subirem no palanque e prometerem mundos e fundos? Pois é! Isso acontece aos montes! Se fosse só isso, não teríamos situações muito diferentes das que acontecem no resto do país. No entanto, no Nordeste – estou falando de lá porque recentemente fui a Picos e Paulistana, ambas cidades do Piauí – o problema é mais grave. Os políticos se utilizam de direitos previstos na legislação brasileira na compra de votos. O acesso à água potável, que é direito de todos, é benefício de uma minoria na região. As casas abastecidas com carro-pipa são aquelas que votam no prefeito. Estive em casas onde os moradores me falavam com todas as letras que políticos iam lá usar voto como moeda de troca. Vale tudo: voto por um telhado, voto por água, voto por tijolos. É assustador demais! O mais triste é que o ciclo continua, porque as pessoas lá têm pouca instrução e condição financeira para rompê-lo.

As deformidades do governo
Durante 4 dias no Nordeste, muitas histórias mexeram comigo. É realmente uma realidade que transforma. Porém, o que mais me marcou foi uma situação em Paulistana, Piauí. Lá, o governo federal – por meio do Ministério da Integração Nacional – dá cisternas de plástico às pessoas. Os reservatórios custam mais de 5 mil, incluindo instalação. (Obs: As ações de assistencialismo são as únicas formas que o executivo sabe resolver o problema. Feita a crítica, sei que esse tipo de modelo é necessário, mas deve vir acompanhado de políticas públicas estruturantes e capacitação para as famílias que recebem as cisternas).

Apesar de ser um privilégio ter uma cisterna em casa, o material que o governo usa para fazer as cisternas é polietileno. O plástico não resiste ao calor do semiárido e a cisterna deforma. O problema já foi denunciado por vários grupos da sociedade civil, que realizam trabalhos na região, além de jornalistas – como eu que no domingo publiquei uma matéria no jornal em que trabalho. Em um mês, 22 cisternas da comunidade que eu visitei tinha deformado. Teve um caso mais extremo, que a cisterna foi instalada pela manhã e na parte da tarde já tinha afundado.

Ainda assim, o Ministério da Integração insiste em afirmar que os reservatórios com problemas de fabricação – foi assim que eles classificaram esse afundamento no plástico – serão trocados. No entanto, o problema não é de fabricação e sim de adaptação à região. Grupos da sociedade civil mantêm um projeto de instalação de cisternas de placas, que são mais baratas e mais resistentes. Custam em média 2 mil reais.

Ninguém me contou não, eu vi!

Por que será então que o governo federal continua distribuindo cisternas de plástico, mesmo sabendo dos problemas citados? A politicagem é forte demais. As cisternas são produzidas pela Codevasf, que até o início de 2012 era presidida pelo irmão do atual ministro da Integração, Fernando Bezerra. Ele ainda estaria no cargo não fossem denúncias de favorecimento.

Além disso, atualmente, os reservatórios estão sendo produzidos em Petrolina (PE) – cidade conhecida por ser reduto eleitoral da família do ministro Bezerra. A tradição da família dele lá é antiga e fortíssima. Seu filho, inclusive, é pré-candidato à prefeitura.

Triste saber que isso acontece.

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seca Nordeste = assistencialismo

Motivada pelas matérias que tenho feito sobre as enchentes no Norte e a seca no Nordeste, resolvi fazer esse post hoje. Normalmente, não coloco aqui esses “desabafos”, que servem mais como comentários ou análises pessoais mesmo, mas como sei que no jornal não posso ser opinativa assim, escolhi escrever no Política do Bem.

Como disse recentemente, vejo cada vez mais o Brasil como um canteiro de assistencialismo. Exemplo: as famílias de agricultores do Nordeste estão sofrendo prejuízos por conta da estiagem. O governo sabe que todo ano esse fenômeno extremo climático acontece na região. É histórico. Pode não ser tão severo quanto essa seca de agora, mas é recorrente e velho conhecido. Ainda assim, as atitudes só são tomadas quando a população já está miserável. Aí eles injetam dinheiro, mandam carros-pipa, instalam mais cisternas. Aí passa a ser a prioridade do governo federal. Situações assim evidenciam a falta de planejamento e pior, fortalecem os programas de assistencialismo e transferência de renda que já existem. Você só pode ganhar a cisterna se for beneficiário do Bolsa Família. E assim por diante… É uma maneira de controlar votos!

Isso se chama “indústria da seca”. Os políticos locais, bem como o governo federal, se utilizam da água como um prêmio. A água é um direito de todos. Não é moeda de troca. Mas para uma população pobre, sem instrução e precisando de água para sobreviver, qualquer coisa é válida.

Há uma frase sociólogo e ativista dos direitos humanos Betinho que reforça o que eu sinto sobre essa temática: “A luta contra a miséria tem uma dupla dimensão, emergencial e estrutural. A articulação entre essas duas dimensões é complexa e cheia de astúcias. Atuar no emergencial sem considerar o estrutural é contribuir para perpetuar a miséria. Propor o estrutural sem atuar no emergencial é praticar o cinismo de  curto prazo em nome da filantropia de longo prazo.”

Não estou defendendo aqui que o governo federal não deve agir para minimizar os efeitos e impactos da seca, mas é tradição que isso seja feito somente quando o problema está cobrando soluções. Porém, como essa população não tem voz política, alguém que tenha se aproveita e usa isso como gancho para auto promoção. É fácil estar empenhado depois de meses de seca e mais de 700 municípios em situação de emergência. Ainda mais em ano de eleições municipais.

Corrupção
Não precisamos ir muito longe para citar casos. Quem lembra no início do ano? O atual ministro de Integração Nacional repassou mais verbas para Pernambuco, seu reduto eleitoral.

Falta de interesse
Por que não há investimento a longo prazo? Por que o governo federal ainda não entendeu que não existe desenvolvimento sustentável sem olhar para o futuro? É claro, isso não interessa, afinal o mandato é de 4 anos, certo? Porém, pensando na reeleição, vem as promessas.

Quero que entendam que aqui não estou falando de partidos, estou falando do perfil político brasileiro como um todo. É vergonhoso que se atue sempre de forma emergencial. Não adianta falar que AGORA o governo está fazendo obras estruturantes paralelas. O problema é antigo.

Soluções alternativas para lidar melhor com o semiárido brasileiro existem. Mas eles também não querem criar soluções para essas pessoas. Afinal, isso passaria pela educação, que claramente não é prioridade nesse país. Principalmente, no campo. Onde mais eles poderiam usufruir do voto de cabresto – um sistema tradicional de controle de poder público por meio do abuso de autoridade, compra  de votos ou utilização da máquina pública?

Esperança
O meu desabafo aqui é quase uma forma de amenizar a inquietude que tenho em relação a isso. Na verdade, não sei o que fazer para ajudar.

Quero encerrar então com o grande Betinho: “Transformar na fantasia é o primeiro passo para transformar na realidade, é provar que recriar o Brasil é preciso e possível.”

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Por um mundo mais feliz

Por conta da minha escolha profissional, muitas vezes conheço projetos ou histórias que em circunstâncias normais eu não conheceria. Foi assim na semana passada, quando fui fazer uma pauta no Núcleo Rural de Rajadinha, comunidade a 10km de Planaltina (região do entorno do Distrito Federal). Assim como em outras quatro localidades brasileiras, lá foi implantado em caráter piloto o projeto da Felicidade Interna Bruta (FIB). Um dos temas da Rio+20 e ainda em estudo por diversos países como Canadá, EUA, Inglaterra, Austrália, Japão, o FIB começou a ser usado no reino do Butão na década de 70 e propõe um novo sistema mundial para medir qualidade de vida. “Não é em substituição ao atual indicador, o Produto Interno Bruto, contudo é uma forma mais ampla de progresso, que inclui padrão econômico de vida, saúde, educação, cultura, laços afetivos na comunidade, sustentabilidade ecológica, bem-estar psicológico, uso equilibrado do tempo e boa governança. As pessoas acham que estamos falando de felicidade fofa, mas não, existem critérios para avaliar”, explica a coordenadora do movimento FIB no Brasil, a psicóloga Susan Andrew.

 

Para medir o FIB nas comunidades rurais de Rajadinha, a população precisou responder a um questionário formulado por cientistas. Uma das principais perguntas era “O que falta na sua comunidade para você ser feliz?”. A maioria dos entrevistados respondeu que faltava água tratada. Uma região a 32km do plano piloto em Brasília vive até hoje sem água tratada e abastecimento regular. Sabemos, inclusive, que o problema não é isolado. “Estudos mostram que as condições internas da personalidade também afetam a felicidade, mas as externas proporcionam prazer maior”, justifica Susan. Além de água tratada, os moradores pediram mais lazer, cultura, educação, entre outros.

Munidos pelas respostas dos questionários, o movimento FIB capacitou mais de 10 jovens da comunidade, com ajuda de estudantes da Universidade de Brasília (UnB), para serem agentes da felicidade. Tudo isso pode parecer bobo para quem não conhece de perto essa história, mas acredite, esses meninos têm potencial de transformação. Ao lado de lideranças locais, como igrejas e associação de moradores, além de voluntários, eles integram o Comitê FIB e se reúnem de 15 em 15 dias. Neste momento, o grupo está correndo atrás de uma solução concreta para o problema da água tratada. Já foi enviado um ofício para a Câmara Legislativa do DF e outro para a Casa Civil do governo do DF solicitando audiência pública. Atualmente, o problema virou um jogo de empurra entre empresas.

Isso é só começo. Estive com três desses meninos (os da foto) e pela primeira vez em quase um ano de blog vi a idéia do Política do Bem concretizada na minha frente. Mesmo com tantos problemas, aqueles jovens tinham mais otimismo que muitos de nós. Eu vi o otimismo que falta no mundo para manter essa roda girando. É um otimismo que deveria vir acompanhado de políticos engajados e políticas públicas consistentes. Mas é muito bom saber que tem gente por aí que faz as coisas independente disso tudo… Segundo a especialista Susan Andrew, o FIB estimula o processo de protagonismo local, que mobiliza a comunidade por um bem-estar coletivo. “A gente sente que as pessoas estão desanimadas e acreditamos que o FIB é uma maneira de mudar isso. Em 2013, vamos treinar mais multiplicadores. Mas é preciso ter no coração esse interesse de mobilizar, principalmente, o jovem”, argumenta.

É bom nos depararmos com pessoas assim de vez em quando para perceber duas coisas. 1. Nossos problemas nem sempre são tão grandes quanto fazemos parecer. 2. Existe muita energia transformadora no mundo.

Lucas Souza Araujo, 15, Amanda de Jesus da Silva, 19, e Stênio Damacena Mendes de Souza, 17, representam o que todos os jovens deveriam ser. Eles sabem o que a comunidade que moram precisa e querem ajudar. “Nasci aqui e vi essa comunidade crescer. Sei do desenvolvimento que ela precisa. Sabemos que o pessoal mais velho está acomodado. Eles já viram muito político vir aqui e nada muda. As pessoas acham que o FIB é mais uma promessa. Mas eu acredito que possa trazer algo concreto”, defende a menina. “Temos que tentar fazer o máximo aos poucos, devagar”, avalia Lucas.

Essa é a verdadeira mudança. As coisas começam a acontecer quando os jovens se mobilizam.

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Campanha pelo Casamento Civil Igualitário: o Política do Bem apoia!

Hoje, o Política do Bem não traz um personagem e sim uma causa do BEM. Existem muitas causas pelas quais devemos lutar e essa com certeza é uma delas. Merece a atenção de todos e se possível, o engajamento.

A Campanha pelo Casamento Igualitário foi criada para apoiar a proposta de emenda constitucional (PEC) do deputado federal Jean Wyllys (Psol-RJ), que busca garantir o direito ao casamento civil para todos. A Campanha percorrerá o Brasil com o objetivo de acabar com a discriminação legal contra os casais do mesmo sexo e fazer valer o princípio da igualdade perante a lei.

Obs: Em BREVE, o deputado será personagem do Política do Bem!

Militante da causa LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais), Jean tem se empenhado em seu primeiro ano de mandato no Congresso Nacional para garantir amplo debate sobre o tema. “Fico muito feliz e lisonjeado em saber que a sociedade está abraçando essa causa, pois só teremos uma democracia verdadeira se a população tiver acesso aos mesmos direitos”, avalia o parlamentar.

Em maio de 2011, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceram as uniões estáveis homoafetivas. Porém, apesar da decisão do STF, ainda é necessário que os interessados em casar no civil recorram à Justiça. Segundo o deputado Jean, em um país em que 90% da população não têm acesso à Justiça, esse direito não atende todos os cidadãos.

Para mais informações, acesse o site oficial da campanha: http://www.casamentociviligualitario.com.br

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